Aplicações de Programação Linear
em Otimização Estrutural

autores
Rodrigo Evangelista de Castro
Vinicius Maia Barreto de Oliveira

professores
Ronaldo Carvalho Batista
Francisco de Assis das Neves

COPPE / UFRJ
Programa de Engenharia Civil
Novembro de 1998


Índice

 

1) Resolver o problema de maximização:
 

a) Graficamente



        O ponto que maximiza a função objetivo dentro das restrições impostas é (x1=8, x2=12), onde a região viável está compreendida pelos planos azuis, verdes e no semi-espaço delimitado pelo plano cinza que não contém a origem (ou que contém este ponto).
 
 

b) Usando a biblioteca interna de funções do Maple (Simplex)
 

c) Usando o método de Simplex via quadros
 
 

i) Forma Padrão
 


        Logo apesar de o sistema estar na forma "padrão", ele não está na forma canônica, pois a soluçào básica não é compatível, já que x5 é negativa. Deste modo, é necessária a inclusão de uma variável artificial x6na equação (c), que tomará o lugar de x5na base inicial. Chegando à seguinte formulação:
 
 

ii) Forma Canônica
 
 


        A solução compatível básica será:


        Os sistemas na forma padrão e canônica só serão equivalentes se a variável artificial x6 for nula. Ao se conseguir obter uma base a partir da forma canônica que não inclua x6 esta condição será satisfeita.
 
 

iii) Primeiro passo - minimização da variável artificial
 
 

        Como x6 não pode ser negativa, então o seu valor mínimo será igual a zero, assim x6 é excluída da base.
 
 

iv) Minimização da função auxiliar
 
 
 

   
-f'
x1
x2
x3
x4
x5
x6
b
(0)
Base
1
0
0
0
0
0
-1
0
(1)
x3
0
1
0
1
0
0
0
8
(2)
x4
0
0
1
0
1
0
0
12
(3)
x6
0
6
4
0
0
-1
1
36

 
   
-f'
x1
x2
x3
x4
x5
x6
b
(0)
Base
1
6
4
0
0
-1
0
36
(1)
x3
0
1
0
1
0
0
0
8
(2)
x4
0
0
1
0
1
0
0
12
(3)
x6
0
6
4
0
0
-1
1
36
      1. Pivoteamento: (3) à (3) / 6
      2. Escalonamento: (1) à (1) - (3)
      3. (0)à (0) - 6.(3)


        O maior positivo, x1, entra na base, já que invertemos o sinal de f. A variável de menor razão (bi/x1i) positiva é a que sai da base, x6.
 
 

   
-f'
x1
x2
x3
x4
x5
x6
b
(0)
Base
1
0
0
0
0
0
-1
0
(1)
x3
0
0
-2/3
0
0
1/6
-1/6
2
(2)
x4
0
0
1
0
1
0
0
12
(3)
x1
0
1
2/3
0
0
-1/6
1/6
6
        Como houve empate, já que -f'à x1=x2=x3=x4=x5=0 como os maiores positivos, escolheu-se arbitrariamente x5 para entrar na base e saindo o de f. A variável de menor razão (bi/x5i) positiva é a que sai da base, x3.
 
 
 
   
-f'
x1
x2
x3
x4
x5
x6
b
(0)
Base
1
0
0
0
0
0
-1
0
(1)
x5
0
0
-4
0
0
1
-1
12
(2)
x4
0
0
1
0
1
0
0
12
(3)
x1
0
1
0
0
0
0
0
8

        Logo o valor mínimo de f' foi zero.
 

        O processo parou já que todas as variáveis da base estão escalonadas e pivoteadas, gerando a seguinte solução compatível básica, desprezando-se a variável artificial x6.

          Variáveis não-básicas: x2 = x3 = 0

v) Minimização da função objetivo via quadros ( variável artificial já eliminada)
 
 
 

   
-f'
x1
x2
x3
x4
x5
b
(0)
Base
1
6
10
0
0
0
0
(1)
x5
0
0
-4
0
0
1
12
(2)
x4
0
0
1
0
1
0
12
(3)
x1
0
1
0
0
0
0
8

 
   
-f'
x1
x2
x3
x4
x5
B
(0)
Base
1
0
10
0
0
0
-48
(1)
x5
0
0
-4
0
0
1
12
(2)
x4
0
0
1
0
1
0
12
(3)
x1
0
1
0
0
0
0
8
Saindo a variável x4 e entrando a x2.
   
-f'
x1
X2
x3
x4
x5
B
(0)
Base
1
0
0
0
-10
0
-168
(1)
X5
0
0
0
0
4
1
60
(2)
X2
0
0
1
0
1
0
12
(3)
x1
0
1
0
0
0
0
8

 

    è Chegou-se assim à solução ótima, ou seja, x1=8 e x2=12 fornecem o mínimo valor de f=-6x1-10x2 ou máximo de f*=6x1+10x2.


2) Otimizar a viga contínua protendida quanto à sua protensão:

        Determinar as variáveis de projeto F0, Y1 e Y2, para duas combinações de carregamentos e limites de tensões normais.

Configuração e seção transversal

 

a) Combinação 1 de Carregamento:
 

                                           s inf = -1500 t/m2

i) Carga equivalente à protensão F0
 



ii) Momentos nas seções de interesse: 1 - meio dos vãos; 2 - apoio intermediário
 
 

        1. Devido à carga equivalente de protensão ( Q )
 

(positivo)
 
 
        2. Devido à carga externa ( G = 2,0 t/m )
  (negativo)
 
 
iii) Propriedades da viga

iv) Formulação geral das restrições das tensões normais limites
 

v) Formulação geral do problema de otimização
 


vi) Linearização do problema de otimização
 

vii) Solução via Método Simplex ( LINDO )


 

        são finalmente encontrados os valores das variáveis de projeto originais
  Y1 = 0,1 m

Y2 = 0,9 m
 
 

b) Combinação 2 de Carregamento:
                                              s inf = -1200 t/m2

i) Carga equivalente à protensão F0
 



ii) Momentos nas seções de interesse: 1 - meio dos vãos; 2 - apoio intermediário
 
 

        1. Devido à carga equivalente de protensão ( 0,8.Q )
 

(positivo)
 
 
        2. Devido à carga externa ( E = G + P = 3,0 t/m )
  (negativo)
 
 
iii) Propriedades da viga

iv) Formulação geral das restrições das tensões normais limites
 

v) Formulação geral do problema de otimização
 

vi) Linearização do problema de otimização
 

vii) Solução via Método Simplex ( LINDO )


 

        são finalmente encontrados os valores das variáveis de projeto originais
  Y1 = 0,1 m

Y2 = 0,9 m
 
 

c) Comprovação Gráfica:

 

        Atribuindo um valor para uma das variáveis, Y2=0,9, pode-se resolver o problema graficamente nas duas variáveis restantes: Y1 e F0. Este procedimento foi realizado no software matemático Maple encontrando as seguintes configurações:
 
 

i) Combinação 1 de carregamento ( X0 - abcissas, X1 - ordenadas )
 


 




ii) Combinação 2 de carregamento ( X0 - abcissas, X1 - ordenadas )
 


 



        Para ambos os casos de carregamento, comprovou-se os resultados encontrados pela resolução do problema de programação linear com a solução gráfica apresentada.
 


3) Formular o problema de programação linear para o projeto de peso mínimo do pórtico abaixo contra o colapso plástico e encontrar a solução após atribuir valores a p e l :
 


        Primeiramente será necessário explicitar os momentos {M} como uma função linear dos redundantes {N}. Usando o método das forças pode-se computar o vetor de momentos devidos às cargas aplicadas {M0} além da matriz de momentos devidos a valores unitários dos redundantes [FM]. A expressão para {M} é a seguinte:
 

        Desta forma o problema de otimização linear fica com o seguinte formato:
          Sendo [T] a matriz formadas de 0 e 1 onde, se Tij=0, o iésimo momento plástico não governa a seção j. Desta forma estas restrições acima impedem que os momentos atuantes excedam a capacidade limite dos membros.
 

        Ainda é necessário se fazer uma transformação para evitar que as variáveis de projeto sejam negativas, assim soma-se um vetor com valores positivos ({NU}) ao vetor dos redundantes de forma que o resultante {X} seja positivo.
 



        Acima tem-se as localizações dos esforços redundantes além da representação física de M0.
 

        Os coeficientes da matriz [Fm] são mostrados abaixo e significam os momentos gerados no pórtico em função de um valor unitário dos redundantes.
 


        Assim as restrições ficam da seguinte forma:


  E a função objetivo:
 


 

        Adotando valores para P e L (P=100 e L=10) e usando o lindo chega-se aos seguintes formulação de entrada para o lindo:
          Como o vetor { NU} foi tomado por elementos de valor igual a 10000 podemos encontrar os valores dos redundantes {N} subtraindo-se este valor dos valores de {X}.